Empresa tenta isenção do governo dos EUA para adquirir chips de CXMT em meio à alta nos preços de RAM e armazenamento.
A Apple está buscando uma exceção junto ao governo de Donald Trump para adquirir chips de memória da CXMT, uma fabricante chinesa incluída em uma lista de restrições do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Segundo o Financial Times, a empresa americana tomou a iniciativa devido aos laços alegados da fornecedora com o Exército de Libertação Popular, o que impede transações comerciais sob as normas atuais.
A motivação para o pedido está diretamente ligada ao cenário do mercado de semicondutores. Os custos de memória RAM e armazenamento têm registrado aumentos expressivos, pressionando as margens e a cadeia de suprimentos da fabricante de iPhones. A aquisição de componentes da CXMT surgiria como uma alternativa para mitigar esse impacto financeiro.
A CXMT foi adicionada a uma lista negra pelo Pentágono devido a preocupações com segurança nacional. A inclusão de empresas chinesas nessas listas de restrições faz parte de uma política mais ampla dos Estados Unidos de limitar o acesso a tecnologias que possam fortalecer o aparato militar da China, dificultando parcerias comerciais com companhias de tecnologia dos EUA.
Caso a isenção não seja concedida, a Apple precisará manter sua dependência de fabricantes não sancionados, como sul-coreanos e japoneses, arcando com os preços mais elevados praticados no mercado atual. O desfecho do pedido à Casa Branca servirá como um indicador de quão flexível será a política de exportação e comércio de tecnologia da atual administração americana em relação a grandes corporações.
A Apple busca adquirir chips da CXMT para mitigar o impacto financeiro causado pelos recentes e expressivos aumentos nos preços de memória RAM e armazenamento no mercado global.
A CXMT foi adicionada a uma lista negra do Pentágono devido a preocupações com segurança nacional e seus alegados laços com o Exército de Libertação Popular da China.
Se a isenção for negada, a Apple precisará manter sua dependência de fabricantes não sancionados, como sul-coreanos e japoneses, arcando com os preços mais elevados praticados no mercado atual.