Plataforma Volcano Ark permite gerar vídeos com imagem e voz de atores reais mediante divisão de receita com os detentores dos direitos.
A ByteDance anunciou a plataforma Volcano Ark, um sistema de geração de vídeos por inteligência artificial que utiliza cenas de filmes reais e atores de forma legalizada. A iniciativa busca resolver o impasse de propriedade intelectual no setor de IA ao garantir que os detentores dos direitos autorais sejam remunerados. O modelo já está em operação na plataforma, utilizando a versão 2.0 da ferramenta de vídeo Seedance.
O primeiro parceiro do projeto é a Bingo Group, empresa do cineasta Stephen Chow. O acordo permite o licenciamento de cenas de produções como King of Comedy, God of Cookery e CJ7. Diferente de acordos anteriores no setor, a tecnologia da ByteDance licencia a imagem e a voz reais dos atores, além de reproduzir características visuais do filme original, como o tipo de película.
A viabilização do projeto ocorre por meio de seu modelo de negócios. O sistema oferece a opção de compra de licença comercial para a criação de conteúdo ou opera com um modelo de divisão de receita, que paga ao detentor dos direitos quando um vídeo é gerado. O uso pessoal é gratuito, mas a geração de conteúdo comercial sem a devida licença é bloqueada automaticamente pela plataforma.
A abordagem da ByteDance contrasta com as dificuldades enfrentadas em outras parcerias do setor. Um acordo entre Disney e OpenAI para a ferramenta Sora resultou apenas na criação de personagens estilizados e com rostos mascarados, sem o uso das feições reais dos atores. A estratégia da empresa chinesa aplica uma lógica semelhante à utilizada pelo TikTok no licenciamento de músicas, adaptando o modelo para o mercado audiovisual.
Apesar do avanço representado pela solução de licenciamento, a expansão desse modelo para o mercado ocidental enfrenta barreiras significativas. A aplicação comercial dessa tecnologia por empresas estrangeiras dependeria da negociação de direitos com grandes estúdios de Hollywood. Segundo a análise, a viabilidade desse modelo fora da Ásia exigiria a adesão de plataformas consolidadas, como o YouTube, e a autorização dos detentores de grandes catálogos de propriedade intelectual.
A plataforma resolve o impasse ao oferecer um modelo de licenciamento comercial e divisão de receita, remunerando os detentores dos direitos autorais quando vídeos com cenas, imagem e voz reais de atores são gerados.
O primeiro parceiro é a Bingo Group, empresa do cineasta Stephen Chow, que licenciou cenas de filmes como King of Comedy, God of Cookery e CJ7 para a plataforma.
A expansão para o mercado ocidental enfrenta barreiras. A viabilidade exigiria a negociação de direitos com grandes estúdios de Hollywood e a adesão de plataformas consolidadas, como o YouTube, além da autorização dos detentores dos catálogos.