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Business aneyeonai.libsyn.com ·8h · 2 min

Genpact vê governança e gestão intermediária como gargalos para capturar valor com IA

Levantamento citado em podcast aponta que só uma minoria das empresas consegue levar IA à produção com resultados mensuráveis e controles formais.

Redação news-flow
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Genpact vê governança e gestão intermediária como gargalos para capturar valor com IA

A adoção corporativa de inteligência artificial continua avançando, mas a captura de valor ainda é limitada, segundo um levantamento da Genpact citado no podcast Eye on A.I.. A empresa ouviu 500 executivos seniores e concluiu que apenas 12% das companhias avaliadas podem ser classificadas como líderes em IA, por já usarem a tecnologia em ambientes de produção, com resultados de negócio mensuráveis e mecanismos de governança para acompanhar esses ganhos.

Segundo Sanjeev Vohra, diretor de tecnologia e inovação da Genpact, os demais 88% das empresas permanecem entre fases de teste, adoção parcial ou iniciativas travadas. Na avaliação apresentada por ele no programa, o principal obstáculo não estaria na tecnologia em si nem necessariamente na alta liderança, mas em uma camada operacional intermediária sobrecarregada, responsável por executar mudanças sem ter tempo ou estrutura para conduzi-las.

Vohra descreveu esse grupo como o “meio congelado”: gestores intermediários que conhecem os processos críticos da empresa, mas estão pressionados pela operação diária. Segundo o executivo, essa camada é central para transformar pilotos em mudanças de processo, o que torna difícil contorná-la em programas de IA corporativa.

O episódio também aponta uma diferença entre empresas que usam assistentes e copilotos como etapa inicial e aquelas que conseguem avançar para usos mais integrados. Segundo Vohra, muitas organizações tratam copilotos como objetivo final, enquanto líderes em IA tendem a conectá-los a fluxos de trabalho, métricas e responsabilidades de governança.

A governança aparece como outro ponto de alerta. De acordo com Vohra, a maioria das empresas ainda não tem programas robustos para supervisionar IA, mesmo com o avanço de agentes e sistemas mais autônomos. Para ele, companhias que esperam um roteiro completo antes de iniciar projetos correm o risco de ficar para trás; a recomendação apresentada no podcast é priorizar avanço incremental, com controles e medição desde o começo.

Fontes
Por que apenas 12% das empresas são consideradas líderes em IA pela Genpact?

Apenas 12% das empresas são líderes porque já utilizam a inteligência artificial em ambientes de produção, possuem resultados de negócio mensuráveis e contam com mecanismos formais de governança para acompanhar esses ganhos.

O que é o 'meio congelado' na adoção de IA corporativa?

O 'meio congelado' é a camada de gestão intermediária da empresa. Esses gestores conhecem os processos críticos, mas estão sobrecarregados pela operação diária, sem tempo ou estrutura para transformar pilotos de IA em mudanças reais de processo.

Qual é a recomendação da Genpact para a governança de inteligência artificial?

A recomendação é priorizar o avanço incremental, implementando controles e medição de resultados desde o início dos projetos. Empresas que esperam por um roteiro completo de governança antes de começar correm o risco de ficar para trás.