Pesquisa trimestral indica que empresas com gestão de IA liderada diretamente pelo executivo-chefe apresentam melhor desempenho financeiro e mudam o foco para colaboração humano-máquina.
Um levantamento trimestral da KPMG revela que empresas onde o CEO assume a liderança da estratégia de inteligência artificial relatam um retorno sobre o investimento (ROI) três vezes maior em comparação às demais. O estudo aponta uma mudança nas prioridades corporativas, com foco crescente em governança e na colaboração entre humanos e sistemas de IA.
De acordo com a pesquisa, há um aumento na confiança dos executivos em relação à tecnologia, marcando uma transição do uso puramente operacional para o que o relatório classifica como "IA de oportunidade". Esse movimento indica que as organizações estão começando a enxergar a inteligência artificial não apenas como uma ferramenta de otimização, mas como um vetor central para novos modelos de negócio.
Apesar do otimismo, o relatório destaca gargalos estruturais na adoção. Um dos principais pontos de tensão reside na maturidade das empresas e na falta de visibilidade sobre os custos reais da implementação de IA. A ausência de métricas financeiras claras dificulta a avaliação do impacto da tecnologia, criando uma lacuna entre o potencial prometido e a eficiência financeira efetiva das operações.
O fator humano também se consolida como um barreira relevante. A pesquisa aponta resistência por parte dos funcionários à adoção de agentes autônomos de IA. Segundo os dados, o receio em relação à substituição de funções e a necessidade de adaptação de processos exigem que a liderança invista em estratégias de gestão de mudança para garantir a aceitação interna das novas ferramentas.
A responsabilização direta do executivo-chefe pela estratégia de IA surge como o diferencial para superar esses obstáculos. O acompanhamento próximo da implementação pela alta gestão tende a alinhar o desenvolvimento tecnológico aos objetivos financeiros da empresa, justificando a alta no ROI reportada pelas companhias pesquisadas.
Segundo a pesquisa da KPMG, empresas onde o CEO assume a liderança da estratégia de IA relatam um retorno sobre o investimento (ROI) três vezes maior, pois o acompanhamento pela alta gestão alinha a tecnologia aos objetivos financeiros do negócio.
Os principais obstáculos são a falta de visibilidade sobre os custos reais e a ausência de métricas financeiras claras para medir o impacto. Além disso, há forte resistência dos funcionários à adoção de agentes autônomos por receio de substituição de funções.
A 'IA de oportunidade' representa a transição do uso da inteligência artificial de uma mera ferramenta de otimização operacional para um vetor central na criação de novos modelos de negócio, impulsionada pelo aumento da confiança dos executivos na tecnologia.