Pesquisa global revela que adultos e crianças preferem a automação para tarefas físicas e repetitivas, embora estabeleçam limites claros para o uso da tecnologia.
Uma pesquisa global conduzida pela Hexagon aponta que o público está aberto à presença de robôs no ambiente de trabalho, desde que a atuação ocorra em contextos específicos. O levantamento Robot Generation avaliou a preferência entre humanos e máquinas na execução de diferentes atividades laborais. Os resultados demonstram que a aceitação da automação é maior em cenários industriais, enquanto setores de serviços e cuidados humanos enfrentam maior resistência.
De acordo com o estudo, os adultos participantes demonstraram uma preferência consistente pela delegação de tarefas físicas e repetitivas às máquinas. Os ambientes mais citados como adequados para a inserção robótica foram galpões logísticos (warehouses) e fábricas. A justificativa dos entrevistados sugere que a substituição de trabalhadores por robôs é mais bem vista quando envolve esforço mecânico e rotineiro, atividades em que a tecnologia já apresenta maturidade de aplicação.
Por outro lado, a pesquisa revelou um limite claro para essa aceitação. Ambientes que exigem interação social ou cuidados diretos com pessoas, como hospitais e escolas, foram rejeitados como locais de atuação para robôs. A população entrevistada indica que funções que demandam empatia, tomada de decisão complexa e relacionamento humano continuam sendo vistas como atribuições exclusivas de pessoas.
O relatório também analisou a perspectiva das crianças sobre o tema. Assim como os adultos, os jovens participantes mostraram-se receptivos à ideia de robôs atuando no mercado de trabalho, mas também estabeleceram regras sobre onde e como a tecnologia deve ser aplicada. A familiaridade das novas gerações com a tecnologia não eliminou a preocupação em delimitar as funções que devem ou não ser automatizadas.
Os dados da Hexagon evidenciam que a adoção em massa de robôs dependerá não apenas do avanço tecnológico, mas do alinhamento com as expectativas sociais. Enquanto a indústria e a logística seguem como os terrenos mais seguros para a expansão da automação, a inserção de máquinas em áreas como saúde e educação exigirá estratégias diferentes para ganhar aceitação pública.
A aceitação é maior em fábricas e galpões logísticos, onde robôs podem assumir tarefas físicas, mecânicas e repetitivas.
A resistência ocorre porque essas áreas exigem interação social, empatia, cuidados diretos com pessoas e tomada de decisões complexas, funções vistas como exclusivas de humanos.
Assim como os adultos, as crianças são receptivas aos robôs no trabalho, mas estabelecem limites claros sobre onde e como a tecnologia deve ser aplicada.