Placa de vídeo imitada não possuía chip de silício real ou memória VRAM funcional e apresentava datas de produção futuras.
O mercado de hardware falsificado na China atingiu um novo nível de ousadia com a venda de uma placa de vídeo RTX 4090 supostamente fabricada pela Nvidia por apenas US$ 222. O caso chamou a atenção das autoridades e de especialistas de tecnologia devido à extrema simplicidade do hardware interno, que sequer buscava emular o funcionamento de uma unidade de processamento gráfico real.
Em vez de um chip de silício autêntico, a placa contava com um núcleo de processamento feito inteiramente de plástico. A fraude foi descoberta porque o componente não possuía memória VRAM em funcionamento, o que inviabiliza qualquer tipo de processamento gráfico. A ausência de elementos essenciais indica que o objetivo da venda era apenas enganar compradores incautos em busca de peças de alto desempenho por preços muito abaixo do mercado.
Um detalhe que evidenciou a inconsistência do produto foi a presença de marcas na placa indicando datas de produção para o ano de 2030. A anomalia cronológica, somada à ausência de componentes eletrônicos vitais, demonstra a falta de preocupação dos golpistas em criar uma réplica minimamente convincente para uma inspeção física mais detalhada.
Segundo o Tom's Hardware, as falsificações de placas de vídeo da Nvidia têm se tornado cada vez mais sofisticadas com o passar do tempo. No entanto, este caso específico se destaca exatamente pelo caminho oposto, utilizando métodos rudimentares de montagem para ludibriar consumidores. O episódio reforça o alerta para os riscos de adquirir equipamentos de informática de alto valor em canais não autorizados ou por valores que destoam significativamente da média praticada pelo comércio oficial.
A placa de vídeo falsificada não possuía chip de silício real ou memória VRAM funcional. Em vez disso, o núcleo de processamento era feito inteiramente de plástico, inviabilizando qualquer processamento gráfico.
Além da ausência de componentes eletrônicos vitais, a placa apresentava marcas indicando datas de produção para o ano de 2030, uma anomalia cronológica que evidenciava a inconsistência do produto.
O caso reforça os riscos de adquirir equipamentos de informática de alto valor em canais não autorizados ou por preços muito abaixo da média de mercado, onde golpistas utilizam métodos rudimentares para ludibriar compradores.